Em outubro de 2023, a militante bolsonarista Karol Eller cometeu suicídio um mês após ter anunciado a sua renúncia à homossexualidade, ao participar de um retiro evangélico da Assembleia de Deus, quando decidiu se converter. No ano seguinte, tivemos o caso de Letícia Maryon, jovem trans de 22 anos que tb atent0u contra a própria vida ao participar de um processo mais violento ainda, o de destransição: Letícia foi designada como homem ao nascer, fez a transição ao gênero com o qual se identificava, mas depois foi convencida por um pastor a desfazer todo esse processo para poder voltar a ser como era. E esses foram apenas alguns dos casos que mais geraram comoção na mídia nos últimos tempos, sabe-se lá mais quantos não acontecem nessas igrejas Brasil afora que não são noticiados.
O certo é que sou cada vez mais pessimista quanto ao assunto, pois, segundo o IBGE, daqui para o ano de 2032, o número de evangélicos irá superar o de católicos em nosso país, e aí vcs devem imaginar a qualidade dos políticos e dos demais representantes das nossas instituições que irão ocupar os espaços de Poder quando isso acontecer, né? Quando essa corja tomar de conta do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, mas sem sombra de dúvida que surgirá a nossa própria versão de Gilead, e eu, como um bom integrante da comunidade LGBT, vou querer estar bem longe daqui quando essa bomba estourar.
Enquanto isso, esses loucos seguem afundando milhares de jovens em depressão com suas “curas gays”, método condenado pela psiquiatria há décadas, porque, claro, é de fundamental importância para nossa salvação que todos sejamos héteros, pois deus é tão bom e justo que, mesmo se uma pessoa for tão boa a ponto de ganhar 10 prêmios nobéis da paz, ele irá matá-la no meio de um armagedom de fogo e sofrimento pelo simples fato dela não enfiar seu pênis em uma vagina. Se isso não é o verdadeiro conceito de um deus amoroso, eu não sei mais o que é.